ARREBATAMENTO DA IGREJA – ALGUMAS TEORIAS

Este é o evento mais esperado pela igreja, mas não é unânime em sua crença, ou seja, não vê da mesma maneira como e quando será o ARREBATAMENTO DA IGREJA.

Aqui veremos 3 das quatro teorias sobre o arrebatamento da igreja a seu respeito, é importante mencionar que esta discussão só existe entre os:

pré-milenistas

já que os amilenistas e pós-milenistas não creem que existirá ARREBATAMENTO DA IGREJA. Aprenda mais ouvindo os ensinos sobre o arrebatamento da Igreja aqui.

Teoria Parcial do ARREBATAMENTO DA IGREJA

Das 4 teorias sobre o arrebatamento da igreja a serem apresentadas apenas a do ARREBATAMENTO DA IGREJA parcial não discute quando será o evento referente a grande tribulação, ou seja, se antes, no meio ou depois, o que ela traz a discussão é que participará dele. Para o parcialista não são todos os crentes, mesmo sendo autênticos, que serão arrebatados, mas somente um grupo formado por aqueles que estão ansiosamente aguardando seu retorno e são dignos de participar.

Quanto ao tempo, os parcialistas são pré-tribulacionistas, creem que o ARREBATAMENTO DA IGREJA será antes da grande tribulação, fazendo com que os salvos que não esperavam com ansiedade a volta do senhor passem por ela a fim de aguardarem o retorno visível de Cristo.

Toda a estrutura desta teoria está baseada nas seguintes referências bíblicas:

  • Mateus 25:1-13;
  • Lucas 21:36 “Vigiai, pois, em todo o tempo, orando, para que sejais havidos por dignos de evitar todas essas coisas que hão de acontecer e de estar em pé diante do Filho do Homem”;
  • Tito 2:13 “aguardando a bem-aventurada esperança e o aparecimento da glória do grande Deus e nosso Senhor Jesus Cristo”;
  • Hebreus 9:28 “assim também Cristo, oferecendo-se uma vez, para tirar os pecados de muitos, aparecerá segunda vez, sem pecado, aos que o esperam para a salvação.”
  • E em I João 2:28 “E agora, filhinhos, permanecei nele, para que, quando ele se manifestar, tenhamos confiança e não sejamos confundidos por ele na sua vinda. ”

 

Em todas estas referências há uma exortação para a vigilância, mas não há o menor indício de que só serão salvos os “havidos por dignos” porque este grupo não existe; ninguém é digno.

Para uma confirmação desta teoria, o parcialista, precisaria negar pontos fundamentais da cristianismo como:

  • A eficácia do sacrifício de Cristo (Hb 10:11-12)
  • A adoção divina através de Jesus (Rm 8:15-16)
  • A unidade da verdadeira igreja de nosso Senhor Jesus Cristo sob a qual ele é a cabeça (Ef 4: 4-6)
  • A eficácia da graça de Deus (Rm 3:24)
  • O fato de que nenhuma parte da verdadeira igreja de Jesus irá passar pela grande tribulação (Ap 3:10)

O apóstolo Paulo nos dá a resolução final em I Coríntios 15:51-52:

Eis aqui vos digo um mistério: Na verdade, nem todos dormiremos, mas todos seremos transformados, num momento, num abrir e fechar de olhos, ante a última trombeta; porque a trombeta soará, e os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados.

Paulo nos informa que “todos” os que estiverem em Cristo Jesus Cristo serão transformados, isto se baseia na Justiça divina e não na humana, seguidos por aqueles que morreram em Cristo Jesus Cristo que também foram justificados e isto sim nos torna dignos.

Por tudo isso fica totalmente descartada a possibilidade de um ARREBATAMENTO DA IGREJA parcial.

 

Teoria do ARREBATAMENTO DA IGREJA: Meso ou (Midi) Tribulacionismo

Diferente do parcialista este grupo entende que todos os que estiverem em Cristo Jesus Cristo serão arrebatados, sua discussão é referente ao tempo do ARREBATAMENTO DA IGREJA, isto é, quando ele acontecerá. Para o meso-tribulacionista ocorrerá em meio a grande tribulação. Veja no gráfico o pensamento meso- tribulacionista:

O Meso-tribulacionismo tem suas bases firmadas em interpretações figuradas de passagens que deveriam ser interpretadas literalmente. Vejamos quais são seus argumentos.

  1. A Grande Tribulação é dividida em 2 Fases Distintas:  Quanto à duração do período tribulacional surge o primeiro problema, que é referente a uma suposta divisão em duas fases distintas, no entanto ao olharmos para Daniel 9:27 não encontramos nenhuma divisão na septuagésima semana, é certo que Jesus disse em Mateus 24:21 que na segunda metade do período as coisas iriam se agravar, porém isto não permite dizer que existirão duas partes independentes a ponto de caracterizarmos apenas a segunda metade como sendo a verdadeira grande tribulação. Segundo Daniel o pacto com Israel dará início a semana profética, sendo que no meio desta o anticristo rompera’ este pacto (Dn 9:27) trazendo dura perseguição aos israelenses (Ap 12:6). Este agravamento da situação é devido o fim da falsa paz instituída pelo anticristo (Ap 6:2) que agora revela sua verdadeira face e não devido o início de um outro período distinto.
  2. O Capitulo 11 de Apocalipse Revela a Ocasião do ARREBATAMENTO DA IGREJA. Para sustentar um ARREBATAMENTO DA IGREJA em meio a grande tribulação utilizam o capitulo 11 de apocalipse com sendo um fato incontestável da ocasião em que este ocorrerá, porém isto também só é possível se desprezamos uma interpretação cuidadosa de todo o livro quanto à sua cronologia. Os defensores da teoria afirmam que do capitulo 4 ao 11 temos a primeira parte de grande tribulação seguindo o raciocínio, afirma que do capitulo 12 ao 19 temos a segunda parte. Tendo capitulo 11 bem no meio da semana profética usam o seguinte versículo para afirmarem o momento do ARREBATAMENTO DA IGREJA: “E ouviram uma grande voz do céu, que lhes dizia: Subi cá. E subiram ao céu em uma nuvem; e os seus inimigos os viram. ” (Ap 11:12). Se usarmos de analogias com certeza chegaremos a mesma conclusão, no entanto se interpretarmos o texto de maneira coerente e de acordo com uma exegese perfeita veremos que tudo não passa de um mal-entendido. Vejamos alguns pontos que não se encaixam quando interpretamos corretamente:
  • Deduzem por analogia que as duas testemunhas apresentadas no capitulo 11 são figuras, sendo assim representam os dois grupos a serem arrebatados, os vivos e os mortos. O texto, mesmo lido sem muita atenção deixa claro que as duas testemunhas não são tipos ou símbolos, mas pessoas literais.
  • Essas duas testemunhas não poderiam representar a igreja já que são enviados para o povo de Israel, isto é claramente visto através dos vs. 3 e 4 onde o texto fala de oliveira e candeeiro. Também o ministério das testemunhas demonstra similaridade com o ministério profético do velho testamento.
  • Alegam que a nuvem em que as testemunhas subiram ao céu (v. 12) representa o ARREBATAMENTO DA IGREJA. Como vimos as duas testemunhas são representantes de Israel e não da igreja, sendo assim nuvem para o Judeu simboliza a presença de Deus, até por que não existe promessa de ARREBATAMENTO DA IGREJA para a nação de Israel.
  • A Trombeta de ICo 15:52 e I Ts 4:16 é a Mesma de Ap 11:15. Outro ponto complicado para ser sustentado pelos meso-tribulacionistas é o fato de afirmarem que as trombetas de I Co 15:52, onde diz: “num momento, num abrir e fechar de olhos, ante a última trombeta; porque a trombeta soará, e os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados”; I Ts 4:16 ”Porque haverá o grito de comando, e a voz do arcanjo, e o som da trombeta de Deus, e então o próprio Senhor descerá do céu” e Ap 11:15 “E tocou o sétimo anjo a trombeta, e houve no céu grandes vozes,” são a mesma coisa.

Em I Coríntios Paulo fala de uma trombeta de vitória, um chamado à presença de Deus, algo ansiosamente esperado pela igreja, o mesmo vemos em I Ts 4:16; enquanto que, em apocalipse a trombeta é de apresentação à chegada do Rei dos Reis que vem para julgar.

 

E iraram-se as nações, e veio a tua ira, e o tempo dos mortos, para que sejam julgados, e o tempo de dares o galardão aos profetas, teus servos, e aos santos, e aos que temem o teu nome, a pequenos e a grandes, e o tempo de destruíres os que destroem a terra.

Um outro detalhe que não pode passar desapercebido é que em I Ts 4:16 a trombeta é de Deus ao passo que em apocalipse a trombeta é de um anjo.

Existe ainda um ponto a ser mencionado que é o fato de acreditarem que “a grande voz do céu” de Ap 11:12 é uma referência ao chamado de Deus, como em I Ts 4:16 ”Porque haverá o grito de comando”. Isto, devido às questões de diferença entre Israel e igreja, se torna impossível.

Estes são os pontos principais da teoria, no entanto não são os únicos, os meso-tribulacionistas ainda têm que negar pontos doutrinários muito sérios para alicerçar sua teoria. Como segue:

  • A eminência do ARREBATAMENTO DA IGREJA. Já que uma vez conhecido o início da primeira metade do período tribulacional, saberemos com certeza o momento do ARREBATAMENTO DA IGREJA em meio à mesma.
  • Para tornar coerente a teoria é preciso ferir a cronologia do livro de apocalipse e tirar capítulos inteiros do contexto.
  • É preciso sobrepor dois planos distintos. O da igreja, já que esta estaria na terra durante o início da grande tribulação, e o plano de Israel, que também estaria em plena execução durante o mesmo período. É bom lembrar que Deus nunca administrou dois planos de uma só vez.
    6.3. Teoria do ARREBATAMENTO DA IGREJA Pós-Tribulacionista

 

Teoria do ARREBATAMENTO DA IGREJA após a grande tribulação

A terceira teoria a ser discutida é a do ARREBATAMENTO DA IGREJA após a grande tribulação, ensinam que o ARREBATAMENTO DA IGREJA será seguido imediatamente pela volta gloriosa de Jesus; Jesus vem, arrebata a igreja e rapidamente vai ao céu retornado imediatamente à terra com a igreja arrebatada para instituir o milênio. Esta é a que mais cresce em nossos dias e que se torna mais resistente, no entanto ao estudá-la veremos que biblicamente, não há como sustentá-la.

Veja o pensamento pós-tribulacionista. O pós-tribulacionismo desenvolveu argumentos para defenderem sua teoria, que são no mínimo improváveis, já que se baseiam em uma interpretação alegórica e espiritualizada das Escrituras não observando os contextos das passagens bíblicas, ainda que insistam em dizer que são literalistas, o negam na prática. Vejamos os principais argumentos pós-tribulacionistas:

  1. Daniel 9:24-27 Já Teve Seu Cumprimento Histórico Concluído. O primeiro grande argumento a respeito do assunto é referente ao cumprimento da profecia de Daniel, dizem todo o plano ali determinado já teve seu cumprimento concluído no ano 70 a.C. com a destruição de Jerusalém. No entanto vamos observar algumas questões que provam que a profecia ainda aguarda seu cumprimento, baseados numa interpretação literal e cuidadosa do texto.
  • Todo o plano das setenta semanas (v.24) inclui seis bênçãos: 1) extinguir a transgressão, 2) dar fim aos pecados, 3) expiar a iniquidade, 4) trazer a justiça eterna, 5) selar a visão e a profecia, 6) ungir o Santo dos santos.

Entendemos que estas bênçãos em sua totalidade ainda não foram cumpridas, até porque as três últimas só serão estabelecidas com a instituição do milênio.

  • O texto fala de uma aliança por parte “do príncipe que há de vir” que seria estabelecida com o Israel apóstata, a qual seria desfeita na metade da semana (v.27). Nunca na história houve qualquer tipo de aliança que restabelecesse o culto judeu, até por que isto só será possível quando Deus iniciar seu plano de restauração espiritual com Israel, e isto será no período tribulacional.
  • Erram ao dizer que Jesus morreu na última semana restante, dizendo que sua morte vicária é esta “aliança com muitos” a qual seria quebrada. Julgam que o “Ele” do v.27 é Jesus, porém se olharmos no verso anterior, veremos que se trata do “Príncipe que há de vir”, o qual é o anticristo. Dessa maneira a septuagésima semana não pode ter ocorrido pois só quando o anticristo estivesse em ação poderíamos dizer que este período seria a última semana de Daniel.
  1. A Igreja Tem Promessa de Tribulação. Um dos principais argumentos pós-tribulacionista com certeza é o de que a igreja deverá cumprir as profecias com respeito a passar pela tribulação para isso usam Lucas 23:27-21.

“E seguia-o grande multidão de povo e de mulheres, as quais batiam nos peitos e o lamentavam. Porém Jesus, voltando-se para elas, disse: Filhas de Jerusalém, não choreis por mim; chorai, antes, por vós mesmas e por vossos filhos. Porque eis que hão de vir dias em que dirão: Bem-aventuradas as estéreis, e os ventres que não geraram, e os peitos que não amamentaram! Então, começarão a dizer aos montes: Caí sobre nós! E aos outeiros: Cobri- nos! Porque, se ao madeiro verde fazem isso, que se fará ao seco? ”

Também Mateus 24:9-11; Marcos 13:9-13, além de passagens como João 15:18-19; 16:1-2,33.

Para provar pela palavra de Deus que a igreja deve passar pela tribulação seria necessário:

  • Esquecer-se que existem vários tipos de tribulação, e que esta pode ser referente às lutas e dificuldades em se viver uma vida cristã frente a um mundo dominado pelo pecado. João 15:18-19; 16:1-2,33.
  • Esquecer-se que existem passagens que falam a respeito do sofrimento que o povo Judeu passará durante a grande tribulação. Lucas 23:27-21; Mateus 24:9-11; Marcos 13:9-13.
  • Esquecer-se que um dos propósitos da grande tribulação é a purificação do povo de Israel, e sendo já a igreja purificada pelo sangue de Jesus não existe a menor razão para ela ser purificada novamente, se assim fosse o sacrifício de Cristo seria insuficiente.
  • Interpretar por analogia e não de maneira coerente o capitulo 4 de apocalipse onde vemos a referência aos 24 anciãos, que para alguns simboliza 12 representantes do velho testamento com 12 representantes da nova aliança, o fato é que não cabe outra interpretação que não seja de que os 24 anciãos são representantes da igreja arrebatada, os motivo são claros:

– O capitulo 4 refere-se a uma visão do céu enquanto na terra se inicia a grande tribulação, portanto não pode haver representantes de Israel no céu já que Deus está os purificando na terra.

– Estão usando uma coroa (que no grego de uma forma geral traz a ideia de recompensa (2Tm 4:8) ninguém a essa altura do plano escatológico de Deus, a não ser a igreja arrebatada poderia usar uma coroa de vitória (Ap 2:10). Ouça mais a respeito do arrebatamento por estes ensinos.

– As promessas para igreja vitoriosa, expressas nas sete cartas as igrejas da Ásia menor encaixam-se com a aparência, posição local e de honra em que os 24 anciãos estão.

  1. A Ressurreição em Ap 20:4 Revela o Momento do ARREBATAMENTO DA IGREJA. Um argumento que os pós-tribulacionistas tem por forte é o da ressurreição, porém não é necessário muito para provar o contrário. O texto usado para sua afirmação é Ap 20:4-5 onde lemos:

“E vi tronos; e assentaram-se sobre eles aqueles a quem foi dado o poder de julgar. E vi as almas daqueles que foram degolados pelo testemunho de Jesus e pela palavra de Deus, e que não adoraram a besta nem a sua imagem, e não receberam o sinal na testa nem na mão; e viveram e reinaram com Cristo durante mil anos. Mas os outros mortos não reviveram, até que os mil anos se acabaram. Esta é a primeira ressurreição. ”

Somente desconhecendo ou ignorando a doutrina da ressurreição para se afirmar essa interpretação pois o fato do versículo conter “primeira ressurreição” não confirma a suposição de esta ser literalmente “primeira”, querendo indicar que anteriormente não houve outra.

Os motivos são óbvios:

  • A primeira ressurreição não se trata de primeira em número, mas em gênero, já que dois tipos de ressurreições são mencionados por Jesus, uma para a vida e outra para condenação (Jo 5:29), as quais não podem ser colocadas em mesmo espaço de tempo, porque a ressurreição da vida é seguida pelas bodas do cordeiro e o tribunal de Cristo, como também a ressurreição para condenação é imediatamente seguida pelo juízo.
  • O galardão dos arrebatados (Ap 4; 19:1-10) é antes da vinda em glória de Cristo (Ap11:15-19; 19:11-21), e isto pode ser confirmado pela cronologia do livro de apocalipse, provando assim que não existe relação entre a ressurreição no momento do ARREBATAMENTO DA IGREJA da igreja e a ressurreição de Ap 20:4-6.
  • Outro fato pode ser visto em Ap 20:4 é que o texto fala da ressurreição “daqueles que foram degolados pelo testemunho de Jesus e pela palavra de Deus”, ou seja, o texto narra a ressurreição dos mártires da grande tribulação que é o último grupo dos que “são de Cristo” (ICo 15:22-23). Fechado o grupo, Ap 20:5-6 encerra o assunto sobre primeira ressurreição.

Então podemos concluir que o pós-tribulacionismo, ainda que tenha argumentos favoráveis, estes são insuficientes para que sua teoria seja aceita, e no que se refere aos seus argumentos acima citados e discutidos nenhum dele é capaz de servir como base para um ARREBATAMENTO DA IGREJA após a grande tribulação.

 

Ouça esta Rádio novela sobre o Arrebatamento da Igreja

 

 

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